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Mostras na Ricardo Camargo Galeria celebram o modernismo brasileiro

Mostras na Ricardo Camargo Galeria celebram o modernismo brasileiro

Em comemoração a seus 22 anos, a Ricardo Camargo Galeria apresenta duas exposições icônicas que trazem ao público uma seleção de obras da arte sobre papel dos mais clássicos modernistas brasileiros.

Por Redação

A primeira delas, Ismael Nery, recebe atenção especial e ocupa uma sala anexa do espaço. Já a mostra Recorte Modernista apresenta obras de figuras como Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Candido Portinari e Antonio Gomide.

As exposições, realizadas em parceria com a galeria Almeida e Dale, ficam em cartaz no espaço entre 22 de setembro e 18 de novembro. Juntas, elas reúnem desenhos das mais variadas técnicas sobre papel, de 14 artistas essenciais para o modernismo brasileiro. São trabalhos ímpares, que imprimem as trajetórias estéticas de seus autores, mas que dificilmente são tão conhecidos quanto suas telas mais famosas.

Enquanto o papel como suporte ganha cada vez mais relevância nos grandes museus e nas mais importantes coleções do mundo, no Brasil o material é desprestigiado, seja por uma suposta fragilidade ou mesmo pela concepção de que desenhos são obras menos nobres. “Um bom papel é mais importante, vale mais a pena que uma tela mediana. Enriquece-nos, em vez de apenas enfeitar uma parede”, pontua o galerista Ricardo Camargo, que assina a curadoria das duas exposições.

Segundo o curador, museus especializados, como o Albertina, em Viena, e o próprio Museu do Vaticano, têm coleções monumentais de papéis feitos há séculos e que resistem perfeitamente ao tempo.

Entre os desenhos apresentados, há um conjunto de 25 obras sobre papel de Ismael Nery, de 1923 a 1933. Desse universo, cinco trabalhos integraram a X Bienal de São Paulo, em 1967; outros cinco marcaram presença em importantes retrospectivas do artista, realizadas pelo Museu de Arte de São Paulo Assis Chauteaubriad (Masp) e pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), em 1974 e em 1984, respectivamente. Muitas das obras foram ainda reproduzidas em catálogos e livros sobre o artista.

A seleção traz um panorama da produção sobre papel de Nery, que faleceu jovem, aos 33 anos de idade, vítima de tuberculose. “São trabalhos bastante expressivos, que há muito tempo estão fora do mercado, alguns deles inéditos, inclusive”, pontua Ricardo Camargo, destacando que a última mostra individual do artista com obras à venda ocorreu há mais de 30 anos.

Victor Brecheret marca uma das exceções à regra das mostras com a escultura Dama Paulista (1934), representação de Olívia Guedes Penteado (1872-1934), incentivadora e mecenas de várias personalidades modernistas e uma das organizadoras da Semana de 22. “Além de, por sua qualidade, constituir uma obra para museus, aqui ela estၠabsolutamente oportuna e justificada”, afirma o curador.

Serviço:
Local:
Ricardo Camargo Galeria
Endereço: Rua Frei Galvão 121 | J. Paulistano
Coquetel de abertura: 21 de setembro, das 19h às 23h (restrito para convidados)
Período expositivo: de 22 de setembro a 18 de novembro de 2017
Horário: de segunda à sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10 às 15h

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