HomeNotíciasReabertura da Ópera “Unter den Linden” em Berlim

Reabertura da Ópera “Unter den Linden” em Berlim

Reabertura da Ópera “Unter den Linden” em Berlim

Localizada na rua UnterdenLinden, em frente à Universidade Humboldt e à Nova Casa da Guarda projetada por Schinkel, a Staatsoper reabre seus portões no dia 3 de outubro

Por Redação

Berlim está recebendo de volta um pedaço importante do bairro histórico de Mitte. Nos últimos sete anos, o edifício de quase três séculos foi amplamente reformado e adaptado aos padrões modernos de casas de ópera. A reabertura será celebrada no dia 3 de outubro com “Cenas de Fausto, de Goethe”, de Robert Schumann. A obra é regida por Daniel Barenboim e montada por Jürgen Flimm.

Grandes estreias a partir de 7 de dezembro

No dia 7 de dezembro, exatamente no 275° jubileu da casa, a ópera retoma suas atividades de exibição, apresentando diversas estreias ao longo de um amplo repertório. Da nova programação, destacam-se, entre outras, a ópera “Tristão e Isolda”, de Wagner, que estreia em 11 de fevereiro de 2018, sob regência de Daniel Barenboim e direção de DimitriTcherniakov, assim como a apresentação da ópera “Macbeth”, de Verdi. Esse último espetáculo, também regido por Daniel Barenboim, é dirigido por Harry Kupfer. A primeira apresentação acontece em 17 de junho de 2018.

Técnica moderna em um teatro histórico de Berlim

A StaatsoperUnterdenLinden foi a primeira casa de ópera de Berlim e segue sendo a principal construção teatral da cidade. O edifício foi erguido entre os anos de 1741 e 1743 conforme os projetos do arquiteto Georg Wenzeslaus von Knobelsdorff, tornado-se a primeira casa de ópera pública da Alemanha e, em sua época, a maior ópera da Europa.

foto: shutterstock

Além de buscar uma técnica de palco completamente nova, a reforma dos últimos anos teve como objetivo aumentar o tempo de reverberação da ópera em um segundo. Por se tratar de uma construção histórica, não foi fácil concretizar esse desejo do diretor geral de música da casa, Daniel Barenboim. A solução foi, dentro do edifício, subir o deque do salão de concerto em quatro metros para aumentar a área interna. Assim, embora tenha sido criada uma chamada galeria de reverberação, a fachada externa da ópera seguiu inalterada. Hoje o espaço se tornou uma das casas de óperas com a técnica de palco mais modernas, oferecendo uma acústica comparável às melhores do mundo.

Compartilhar: