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Auckland: adrenalina, cidade e natureza na Nova Zelândia

Auckland: adrenalina, cidade e natureza na Nova Zelândia

A maior cidade da Nova Zelândia é um mix de natureza selvagem e construções que te deixam nas alturas (e com frio na barriga!)

Por Cristiane Sinatura

Num primeiro momento, o visitante que desembarca em Auckland talvez espere encontrar uma Sydney neozelandesa (a comparação com a vizinha Austrália é de certa forma inevitável, ainda que quase sempre infundada). Sejamos francos: não será bem assim. Na maior cidade do país, com seu quase 1,5 milhão de habitantes, o horizonte de prédios à beira da água é mais modesto em exuberância. Mas não em diversidade, tampouco em emoção. Três noites em Auckland ajudam o corpo a se situar e servem como uma bela introdução à Nova Zelândia.

 

SkyWalk (foto: divulgação)

 

O pináculo que salta aos olhos em quase qualquer ponto da cidade é a Sky Tower, a torre mais alta do Hemisfério Sul. Somando a antena, lá se vão 328 metros. Apesar da sua boa concentração de bares e restaurantes (da hamburgueria Andy’s no térreo ao giratório Orbit 360° no topo), não é só por isso que os turistas correm para lá. Quem está aos pés da torre logo ouve gritos vindos de cima, que se aproximam conforme o corpo de macacão azul e amarelo aterrissa quase no nível do chão. Aqui, na Sky Tower, pode-se ter um gostinho do famigerado bungee jump que se faz em outras partes do país: o SkyJump lança os aventureiros de uma plataforma a 192 metros de altura, presos a um cabo de aço, em saltos que alcançam 85 km/h. Mas não é preciso tanto estômago para a outra atração radical da Sky Tower: o SkyWalk, uma caminhada por essa mesma plataforma, que corre estreita por fora da torre. Ao longo de uma volta completa, você vai preso pelas costas enquanto um guia-instrutor aponta os cartões-postais de Auckland e incentiva a espichar o corpo para além da passarela, abrindo os braços para o abismo.

 

Sky Jump (foto: shutterstock)

 

Se nada disso parece muito confortável, tudo bem: apenas use o elevador para chegar ao observatório – os olhos alcançam até 80 quilômetros à frente. Dali se entende a curiosa formação de Auckland: uma metrópole espremida entre e sobre 48 vulcões dormentes, alguns deles despontando como ótimos mirantes naturais de vistas igualmente interessantes – vide o Mount Eden, que, apesar da altura (não mais que 200 metros), revela um belo panorama da cidade, em contraste com sua cratera funda e tomada de grama verdíssima no que antes era um local sagrado para a cultura maori.

Assim chegamos, enfim, aos maoris, que hoje correspondem a 12% da população neozelandesa: para conhecer melhor os habitantes originais da Nova Zelândia, vamos ao topo de outro vulcão, o Pukekawa. Ali, como parte do grande parque público conhecido como Auckland Domain, fica o War Memorial Museum, onde a história do país e de seu povo é documentada em três andares. No primeiro, o visitante aprende que os maoris chegaram navegando a partir da Polinésia há mais de mil anos; que o explorador Abel Tasman aportou em 1642 e batizou a nova terra em homenagem a uma província de sua Holanda natal; que em 1769 vieram os ingleses, estabelecendo a Nova Zelândia como colônia 30 anos depois, em meio a uma série de conflitos entre tribos maoris; e que o país finalmente declarou independência em 1947, mas que ainda se mantém sob a batuta da rainha Elizabeth como chefe de Estado.

 

War Memorial Museum (foto: shutterstock)

 

No segundo andar, é a vez de conhecer a curiosa natureza da Nova Zelândia, dos vulcões aos animais. Isolada de outras porções de terra, a fauna local originalmente não contava com mamíferos, mas preservava várias aves únicas e endêmicas, como o extinto moa e o onipresente kiwi – que dá nome à fruta e virou sinônimo para designar tudo o que é neozelandês. Por não voar, ele se tornou presa fácil no passado e hoje corre risco de extinção. O último andar, por fim, foca no envolvimento da Nova Zelândia em conflitos, como as duas Guerras Mundias.

Britomart e Ponsonby: os bairros da moda em Auckland

Ok, mas entre caretas maoris e saltos radicais, onde é que está aquela vibe natureza-leveza que a gente cruzou o mundo para sentir na pele? Pois bem: uma caminhada pelas lojas sem muito charme das ruas Queen e High, praticamente aos pés da Sky Tower, termina na gostosa região de Britomart, na beira da água. O complexo é um apanhado de prédios históricos remodelados que veio arejar a antiga zona mercantil com lojas de grifes, galerias, escritórios e restaurantes. Conforme manda a cartilha das fotos-que-bombam-na-internet, não poderiam faltar o gramado com pufes ao ar livre e o cordão de luzinhas abrilhantando uma viela charmosa só de pedestres – quase impossível resistir ao chamado gracioso das mesas externas do bistrô Ortolana, dono de menu fresquinho com referências italianas.

Acompanhando o porto pela Quay Street, à sombra das pohutukawas (as chamadas árvores de Natal, porque florescem vermelhinhas no fim do ano), chegamos a mais uma região revitalizada. Aqui se justifica a fama de Capital da Vela que Auckland ostenta – há nada menos que 135 mil barcos em suas marinas. É o Viaduct Harbour, herança de quando a cidade sediou, em 2000 e 2003, o torneio internacional de iatismo America’s Cup, tão importante para a Nova Zelândia quanto uma Copa do Mundo para o Brasil. Ali estão restaurantes para um bom almoço com brisinha do mar e porções para compartilhar, como o The Lula Inn. Quem quiser ter um gostinho de como é velejar nas águas em frente a Auckland pode recorrer aos passeios oferecidos pela empresa Explore, ajudando a içar as velas ou mesmo a manejar o timão. Também tem outros roteiros, menos atléticos e mais turísticos, que levam para explorar baías e ilhas vizinhas, com direito a mergulhos, paradas em praias e encontro com golfinhos.

Bistrô Ortolana (foto: divulgação)

 

Mas tanto Britomart como o Viaduct Harbour parecem beber de fontes mais sofisticadas do que sonha a filosofia hipster. Por isso, rume três quilômetros em direção sudoeste se quiser aquela misturinha gostosa de butiques criativas, cafeterias, casas noturnas, livrarias e restaurantes étnicos para nenhum admirador do bairro nova-iorquino Williamsburg botar defeito. Eis a Ponsonby Road, desfecho delícia para aquele entardecer de verão: depois de um giro pelas lojas e bancas do mercado Ponsonby Central, comece com um drinque ali mesmo, no Bedford, onde vodca e vermute chegam à mesa dentro de um bule fumegante de gelo seco, com pepino, manjericão, maçã e feijoa (frutinha brasileira que é mais sucesso lá do que aqui). Depois, siga para um jantar no Orphans Kitchen, um casarão vitoriano dos anos 1920 cujo menu segue a tríade “fornecedores locais + produtos sazonais + cozinha inventiva”. Mais hipster, impossível.

Praias e natureza em Auckland

Auckland se orgulha de viver entre a mata e a praia. Na prática, isso quer dizer que em viagens curtas a gente deixa a cidade para trás e se embrenha em trilhas na natureza, fica de frente para uma cachoeira copiosa e pisa numa praia de areia preta. Para cair na estrada, de duas, uma: ou o viajante encara a mão inglesa e aluga um carro ou abre o bolso e contrata tours de um dia. Para a segunda opção, a empresa Bush and Beach tem um roteiro que promete apresentar “o melhor dos dois mundos”. Começamos com o mundo número 1, que é a cidade em si, fazendo um tour caprichado pela manhã. Atravessada a Auckland Bridge (adivinha se não tem escalada e bungee jump ali?), estamos em Devonport, vilarejo repleto de casas vitorianas, gostosinho para espairecer em trilhas, praias e cafés charmosos na Victoria Road. Ali dá para fazer fotos bonitas do alto do Mt Victoria, mais um dos vulcões de Auckland. A vista dá para o Rangitoto, o maior deles, forrado de árvores pohutukawas e palco para passeios emocionantes, que vão desde travessia em caiaque até escaladas ao topo.

 

Praia Beach (foto: shutterstock)

 

Você nunca mais vai achar graça em tomar um sorvete qualquer depois que conhecer as criações exóticas da Giapo. Gelato aqui é uma obra de arte e pode aparecer com adereços em formato de lula, porta-retratos, coração e até da SkyTower.

No caminho até a próxima parada, começamos enfim a explorar o mundo número 2 – o da natureza ao redor de Auckland. Percorrendo uma estradinha curvilínea e estreita, nosso destino é o Waitakere Ranges Regional Park, famoso por trilhas para todos os níveis, desde a curtinha Byers Walk, em que já se podem ver exemplares da flora nativa, até a desafiante Hillary Trail, de quatro dias. Guarde fôlego para encarar a cachoeira Karekare, uma belezura com 30 metros de altura, difícil de enquadrar na foto, mas convidativa para um mergulho. É rápido o caminho dali até Piha Beach, praia de ondas fortes e areia preta: aproxime um ímã e veja os grãos se eriçando todos, riquíssimos em ferro. A enseada em si não é excepcionalmente linda, mas ganha ares selvagens com a presença da Lion Rock, um restinho de vulcão que colapsou há 16 milhões de anos. É essa a vista de quem almoça no Piha Café, que serve pizzas surpreendentemente gostosas de frente para a praia.

DICA DE OURO: gratuita, a Auckland Art Gallery tem desde obras contemporâneas de artistas locais até Picasso e Monet. Destaque para a exibição de retratos maoris, que detalham bem a cultura das tatuagens (no queixo para elas, no rosto todo para eles).

 

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Onde se hospedar na Auckland

Adina Apartments
Fica na região de Britomart, tem estúdios e apartamentos de até dois quartos, todos com cozinha. Verifique!

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