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O que fazer em Cambará do Sul: cânions, cachoeiras e trilhas no RS

O que fazer em Cambará do Sul: cânions, cachoeiras e trilhas no RS

Conheça Cambará do Sul em 4 dias de roteiro, vendo o que visitar, onde dormir e o que comer

Por Thelma Lavagnoli

Dia 1

 

Durante o trajeto de duas horas de estrada que liga Gramado a Cambará do Sul, já dá para ver pela janelinha que as construções vão ficando para trás. No lugar, muito verde, montanhas e aquele céu azul que a gente só vê ao sair dos grandes centros. Cenário para lá de bucólico que já foi palco para algumas produções bem conhecidas da Globo, dentre elas a minissérie A Casa das Sete Mulheres e a novela Além do Tempo.

Entretanto, a cidade de Cambará propriamente dita é pequena e pode gerar um leve desapontamento, mas não se deixe enganar: as cachoeiras, os cânions e os rios ficam nos arredores, nas zonas rurais mesmo. Consequentemente, são nesses pontos que ficam os melhores hotéis do destino.

Hotel Parador

Parador Casa da Montanha (foto: divulgação)

Minha estada foi no Parador Casa da Montanha (veja mais pra frente no texto), a nove quilômetros de estrada de terra da cidade, na mesma via que leva ao cânion Itaimbezinho. A vantagem de hospedar-se num lugar assim é poder curtir a natureza o tempo todo, desde o café da manhã, com vista para as colinas verdinhas e o som do rio como trilha sonora, até o final do dia, quando os hóspedes
se reúnem para ver o pôr do sol de frente para a fogueira.

No primeiro dia no destino, o ideal é relaxar, ambientar-se e fazer passeios mais tranquilos. No Parador, uma boa introdução é apreciar a propriedade ao entardecer durante uma cavalgada. Liberada também para não hóspedes, mediante reserva, dura cerca de duas horas. O percurso leva a uma área mais intocada da propriedade, com mata preservada e araucárias. No crepúsculo, uma foto contra a luz com as árvores rende fotos que garantirão algumas dezenas de curtidas no seu Instagram – além de uma boa lembrança, é claro!

 

Dia 2

 

Apesar de não ser o mais famoso, o Cânion Fortaleza foi o meu favorito. Ele fica no Parque Nacional da Serra Geral, com três trilhas superiores e uma interior, lá embaixo, onde é a divisa entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina. É o maior conjunto de cânions da América Latina, percorrendo mais de 200 quilômetros entre os dois estados.

Mas é no Rio Grande do Sul que estão algumas das melhores vistas e o caminho até uma delas é a Trilha do Mirante, favorita entre os visitantes. São menos de dois quilômetros e uns 40 minutos até chegar ao topo. Há trechos de estrada de terra, subidas com chão irregular e algumas pedras, portanto, sapato apropriado para trilhas é imprescindível. Assim como garrafinha de água e um casaquinho para os mais friorentos, pois venta bastante.

 

Cânion Fortaleza

Cânion Fortaleza

 

O caminho, no entanto, é cheio de paradas estratégicas para admirar os paredões. De pertinho, eles são ainda mais impressionantes.
O grand finale é no topo, a mais de mil metros acima do nível do mar. Vale lembrar que no verão a vista pode ser um tanto prejudicada por conta da névoa, enquanto no inverno isso é mais difícil de acontecer.

Lá de cima, dá para ver os paredões, o rio, uma pequena cachoeira e os platôs das formações à frente. Foram neles que as novelas Além do Tempo e Chocolate com Pimenta gravaram algumas de suas cenas icônicas. E é, de fato, cinematográfico, então não dá para ficar indiferente.

Como esse passeio geralmente ocupa apenas meio período, melhor ir pela manhã. Assim, há tempo para voltar, almoçar, relaxar um pouquinho e ainda visitar o Cânion Itaimbezinho à tarde. No Parque Nacional Aparados da Serra, está entre os mais populares do destino.

Ele costuma atrair umas 400 pessoas em média por dia, mas já chegou a bater 2 mil visitantes numa data de muito movimento.

Ali as vias de trekking são mais sinalizadas e há até trechos pavimentados na chamada Trilha do Vértice. Seguindo por mais de um quilômetro, ela passa por vários mirantes com vista para a formação e cachoeiras, além de pedacinhos de mata mais fechada. E seu ponto mais alto está a 720 metros de altura acima do nível do mar.

 

Dia 3

 

Os cânions podem até ser o básico do roteiro, mas é tão imperdível quanto fazer o circuito por cachoeira, rios e caminhos por onde passavam tropeiros no passado. Mas aí é preciso reservar um dia só para isso, pois o passeio dura mais ou menos seis horas. Daqueles programas para fazer em transporte 4×4 e guia credenciado, pois o percurso vai por estradas vicinais, em grande parte passando por dentro de fazendas, cruzando porteiras e atravessando rios.

 

Quadriciclo

Quadriciclo (foto: divulgação)

 

Localizada a mais de 20 quilômetros da cidade, a Cachoeira dos Venâncios é um dos pontos mais significativos do roteiro. Ela está na Fazenda da Cachoeira, formada pelo Rio Camisas, que nasce dentro do Parque Nacional dos Aparados da Serra. As águas são geladas, mas nos dias mais quentes vale a pena enfrentar o friozinho inicial pela experiência e pelo cenário. A cachoeira possui uma série de quedas de água cristalina, rodeadas por mata ciliar de araucárias e dos campos verdes amarelados de Cima da Serra. É para lá de fotogênico.

O programa inclui a paisagem de um pedacinho da Cambará por onde os tropeiros passavam antigamente para cruzar o rio, conhecido como Passo do S. No ponto em que o guia faz uma parada, o rio quadriciclo sabores da querência deixa de ser profundo e corre em um lajeado de 80 metros de largura, onde é possível atravessá-lo. Seu formato de um perfeito S é que deu origem ao nome. E não acaba por aí, já que o passeio segue até a divisa com a cidade de São Francisco de Paula, no Rio Tainhas. É o Passo da Ilha que, como o nome sugere, possui uma pequena ilha em seu interior, onde é possível chegar cruzando a água de carro. Hora de um banho de rio para lavar a alma!

 

Dia 4

 

No último dia do roteiro, sempre acho uma boa priorizar programas mais curtos e, de certa forma, leves para evitar surpresas. O aeroporto de Porto Alegre, afinal, está a três horas de distância. Seguindo essa lógica, uma boa é o passeio de quadriciclo oferecido em vários pontos de Cambará, inclusive com saída do Parador Casa da Montanha. Assim como a cavalgada do primeiro dia, ele vai explorar os recantos da fazenda em meio a araucárias e às margens do rio. Dura cerca de uma hora, com direito a miniaula para usar o equipamento e guia.

Trajetos parecidos são acessíveis também para quem curtir trilhas a pé e quiser aproveitar o último dia caminhando sem pressa. Há também aqueles que decidem pegar uma bike, pedalar sem rumo pela estrada e fazer suas próprias descobertas.

 

Sabores da Querência

Sabores da Querência (foto: divulgação)

 

Eu já adianto que parar na fábrica de geleias Sabores da Querência e bater um papo com a dona do local é uma delícia. A Claudia criou a marca com o marido há seis anos, era um sonho do casal que buscava uma vida mais tranquila em Cambará do Sul. Agora ela recebe os turistas para degustações, boas conversas e passeios pela propriedade – com direito a comer frutinha do pé. E é de graça, você só paga os potinhos que decidir levar para casa. São mais de dez sabores, entre geleias de temperos, como alecrim, e frutas. Tem de amora, mirtilo, laranja com gengibre… Nada melhor que levar, literalmente, um gostinho do destino na mala!

 

+3 passeios por Cambará do Sul

 

Trilha do Rio do Boi (foto: divulgação)

Trilha do Rio do Boi

Dentro do Cânion Itaimbezinho, no Parque Nacional Aparados da Serra, é uma caminhada de oito quilômetros que leva basicamente o dia todo. Daqueles passeios para quem tem bom condicionamento físico e disposição. Feita dentro da Fenda do Itaimbé e no leito do Rio do Boi, com cachoeiras e rios, é considerada uma das mais belas caminhadas da região. O esforço será recompensado, garantem os guias locais.

A partir de R$ 240 por pessoa | Saiba mais aqui!

 

 

Passeio de helicóptero

Passeio de helicóptero (foto: divulgação)

Passeio de helicóptero

Sobrevoar os maiores cânions do Brasil, com cachoeiras e paredes rochosas de até mil metros de altura e um incrível visual da borda do planalto e litoral sul do Brasil. Para completar, pouso para almoço no hotel Parador Casa da Montanha.

Preço sob consulta | Saiba mais aqui!

 

 

 

Piscina

Queda d’água nas piscinas (foto: divulgação)

Piscinas do Malacara

As piscinas naturais do Cânion Malacara fazem parte do complexo de cânions do Parque Nacional da Serra Geral. Praticamente intocada e com pouca infraestrutura, o percurso leva pela fenda de um cânion e pelo leito do rio. A ideia é ir devagar, contornando
o chão de pedras e apreciando o entorno, até chegar a uma das maiores piscinas do local.

A partir de R$ 240 por pessoa | Saiba mais aqui!

 

 

Onde se hospedar em Cambará?

Clima de montanha ou de casinha da avó? Assim é o Parador Casa da Montanha, hotel que prioriza o aconchego e a experiência. Localizado em uma fazenda, está diante da beleza dos campos de cima da serra, de matas de araucárias e do Rio Camarinhas. E se os hóspedes saem felizes para se aventurar durante o dia, a volta é tão animada quanto para recarregar as energias na sala de estar em frente à lareira, com uma xícara de chá e um bom livro.

 

Parador Casa da Montanha

Parador Casa da Montanha (foto: divulgação)

 

Ou então relaxar nas hidromassagens. Seja a aberta a todos os hóspedes na casa de banho ou as exclusivas de acomodações das categorias Suíte superior e Barraca Suíte. Vale lembrar que só elas têm banheiro no próprio quarto, pois quem fica na Barraca Luxo usa um espaço compartilhado, estilo hostel. O Parador Casa da Montanha conta ainda com o único grande spa da marca francesa L’Occitane no sul do país. São 17 terapias disponíveis, entre elas banhos de imersão e massagens corporais.

Aberto ao público, seu restaurante é também um atrativo por celebrar os sabores da culinária gaúcha. O tradicional churrasco campeiro, feito apenas aos sábados, é preparado no fogo de chão de onde saem o tradicional costelão e o cordeiro enterrado na brasa. A carne desmancha. Já nos outros dias, há menu à la carte. Para a temporada de outono-inverno, algumas das estrelas são o tortei (massa recheada com abóbora) com ragu de cordeiro e risoto de cogumelos selvagens.

 

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