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Nelson e Abel Tasman: praias e Senhor dos Anéis na Nova Zelândia

Nelson e Abel Tasman: praias e Senhor dos Anéis na Nova Zelândia

Rica em vistas esplendidas, a cidade de Nelson mostra para seus visitantes desde a cultura do Museu WOW, as cervejarias e os cafés, até as lindas praias para aventureiros

Por Cristiane Sinatura

Talvez você não seja a pessoa mais atlética do mundo. Mas alguma coisa na Nova Zelândia parece nos incentivar a botar o corpo em movimento. É assim em Nelson, cidade litorânea da Ilha Sul que se anuncia como “a mais ensolarada da Nova Zelândia”. Pequena e graciosa, ela também é um polo de artes, vinhos e cerveja, além de servir como porta de entrada para o Abel Tasman National Park.

Num sábado de manhã, somos recebidos com o famoso mercado de rua de Nelson, onde quase tudo é produto local. Passo de barraca em barraca espiando peças de artesanato, sabonetes de lavanda, azeite, temperos à base de alho, comidas étnicas, o saudabilíssimo mel da árvore nativa manuka e cremes faciais milagrosos (segredo de beleza da duquesa Kate Middleton, dizem).

Halfdan Hansen e o Um Anel (foto: divulgação)

Dali, da Montgomery Square, são poucos passos até a vitrine mais fotografada da cidade, quiçá da Nova Zelândia. A loja é pequena e, à porta, quem nos recebe é uma figura esbelta com bigode de Salvador Dalí, que, se vestido em trajes de época, bem que poderia ter saído diretamente de um conto épico. É quase isso. Ele se chama Halfdan e é diretor da joalheria Jens Hansen, fundada por seu pai há quatro décadas. A fachada diz: “Em 1999, Jens criou o Um Anel para a trilogia de filmes O Senhor dos Anéis”. É isso mesmo: além de ter escolhido a Nova Zelândia como cenário para gravar sua saga, o cineasta Peter Jackson ainda convocou um ourives local para dar vida ao objeto mais disputado da Terra Média. Hoje, Halfdan Hansen dá continuidade ao legado do pai recebendo clientes e curiosos que chegam para ver, fotografar e segurar a icônica peça exposta em uma caixa de vidro. O tamanho surpreende: para parecer maior na tela em relação aos hobbits, o anel, grosso e pesado, tem 20 centímetros de diâmetro – as inscrições em élfico que aparecem no filme foram adicionadas digitalmente. Os fãs podem até mesmo levar um modelo para casa (de tamanho humano), em versões que começam em 119 dólares neozelandeses.

Museu WOW (foto: shutterstock)

E há mais cultura pop para ver em Nelson. Quem entra no museu WOW é bem capaz de soltar mesmo essa exclamação de surpresa, que aqui é uma sigla forçada para World of WearableArt: o mundo da arte vestível. O nome faz sentido quando a gente percorre salas e corredores repletos de figurinos surreais. Na verdade, são “roupas” vencedoras do concurso WOW Awards Show, que premia em um desfile anual a criatividade e a ousadia de estilistas do mundo inteiro. O acervo, portanto, muda todos os anos: entre os destaques da competição de 2017, vemos desde vestidões à la Maria Antonieta com navios na cabeça até formigas fosforescentes. De quebra, o mesmo museu ainda tem uma seção com mais de 140 carros antigos.

 

 

Museu WOW (foto: shutterstock)

 

E se o fim de um dia quente na cidade mais ensolarada da Nova Zelândia clama por uma cervejinha, opção é o que não faltará. Nelson é o coração de uma área famosa pelo cultivo de lúpulo há mais de 150 anos, o que explica a grande concentração de cervejarias familiares e artesanais. O circuito Nelson Beer Trail agrupa uma série de endereços para mergulhar no tema, entre fábricas, museus, pubs e restaurantes. Na cervejaria McCashin’s, um tour guiado de 40 minutos explica sobre a produção em um galpão histórico. No final, a degustação pode ser feita nas mesas do jardim ao ar livre ou combinada a uma refeição no restaurante. Também há boas opções para provar cervejas locais com frutos do mar no centrinho de Nelson, especialmente na Trafalgar Street – vide a brasserie Cod & Lobster, que, além da carta de coquetéis caprichada, tem uma tábua de peixes, camarões, lulas e mariscos para comer agradecendo aos mares. Coisa que fica ainda mais gostosa se você estiver justamente de frente para ele, o oceano turquesa de Nelson – o The Boat Shed Cafe esparrama sua varanda sobre a água, dando toques mediterrâneos aos frutos do mar.

 

 

Outro lugar para curtir a vida al fresco é Mapua Wharf, um complexo de restaurantes, lojas, cafés e galerias numa cidade vizinha. Para chegar do jeito mais kiwi possível, vamos pedalando a partir do centro de Nelson, com bicicletas elétricas da empresa Trail Journeys, que tanto aluga bikes como organiza tours guiados. São 32 quilômetros pela ciclovia Great Taste Trail, ao longo de praias, estuários, cervejarias e vinhedos (a produção de vinho também é forte por aqui, com 28 propriedades na região). Ladeado por montanhas e água, o caminho é suave, mas mesmo com a mãozinha do motor elétrico é preciso força nas canelas. Terminamos com uma travessia de barco. Uma vez em Mapua Wharf, aproveite um mergulho e prove o fish & chips do Smokehouse, as comidinhas saudáveis do Alberta’s ou as receitas contemporâneas do Jellyfish.


Como visitar o Abel Tasman National Park

Uma boa noite de sono em Nelson é imprescindível antes de nos embrenharmos pelo Abel Tasman National Park: toda energia será necessária. Essa é uma das reservas naturais mais populares da Nova Zelândia, famosa por suas enseadas de areia dourada e águas turquesas, aonde só se chega em caminhadas ou de barco. Muita gente vem para completar os 60 quilômetros de trilha costeira, dormindo cada noite em um dos alojamentos/acampamentos bastante simples que se espalham pelo parque (gratuitos, mas sob reserva).  Também há empresas como a Wilsons, que conta com dois lodges confortáveis e pacotes de até cinco dias para quem quer caminhar, mas não é fã de perrengue.

 

Abel Tasman Nation Park (foto: shutterstock)

 

Da bonita e movimentada praia de Kaiteriteri, a uma hora de Nelson, saem os barcos da Wilsons até o Abel Tasman. Mais do que simplesmente um meio de transporte, é também um passeio panorâmico de quase duas horas que vai margeando a costa do parque – com sorte, avistam-se focas, pinguins e até mesmo orcas. Ele nos leva o mais próximo possível do Meadowbank Homestead, um lodge isolado no extremo sul do parque e de frente para o mar, onde montamos base por duas noites. São 13 chalés charmosos de madeira, cada um com seu próprio banheiro. Não tem TV nos quarto se o Wi-Fi, pago, não pega bem o tempo todo. Dormir cedo, portanto, acaba sendo tão inevitável quanto necessário, por conta dos esforços do dia.

 

Praia em Abel Tasman (foto: shutterstock)

 

As trilhas dentro do Abel Tasman não têm grandes dificuldades de relevo, mas podem ser cansativas. A programação em alguns dias bate os 17 quilômetros (e pode incluir travessias aquáticas de acordo com a maré), mas existe sempre a possibilidade de recorrer aos barcos que passam pelas baías em horários determinados. Quem completa os trajetos, no entanto, desemboca em praias de dar gosto até em brasileiro exigente. As caminhadas também são uma chance de aprender sobre a flora e fauna locais e sua relação com os maoris, que habitaram a área do parque por pelo menos 500 anos. Bom jeito de seguir caminho é de caiaque: a guia dá instruções básicas de como cada dupla deve remar. Quando, de dentro do caiaque, a gente olha ao redor, fica fácil entender por que os maoris tinham tanta conexão com essa natureza…

BOM SABER: Quem contrata os pacotes da Wilsons para explorar o Abel Tasman é aconselhado a deixar bagagens grandes no escritório deles na cidade de Motueka ou no hotel, caso tenha se hospedado em Nelson antes. A empresa fornece, de antemão, malas de tamanho adequado para levar somente o necessário. O preço dos pacotes de hospedagem nos lodges começa em 1.470 dólares neozelandeses e cobre também refeições + traslado de ida e volta entre Nelson e Kaiteriteri, de onde sai o barco. Também há opção de passeio de um dia para quem quer só navegar com parada em pelo menos uma praia, sem necessidade de andar (a partir de NZ$ 62).

 

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Onde se hospedar na Nelson?

Delorenzo’s Studio Apartments
A curta caminhada do centro, segue o estilo motel americano e tem 30 acomodações confortáveis, de quitinete a apartamento com área
externa.

Grand Mercure Monaco Hotel
Ultracharmoso e afastado do centro, parece uma vila em que cada casa é uma acomodação, com sala, cozinha e até dois quartos. Aberta para não hóspedes, a área ao ar livre do restaurante merece a visita.

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