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10 passeios para fazer no Deserto do Atacama, no Chile

10 passeios para fazer no Deserto do Atacama, no Chile

Preparamos um bem-bolado com atividades para conhecer, à sua maneira, o melhor do deserto chileno – de preferência, sem doer no bolso!

Por Thelma Lavagnoli

Foi-se o tempo que o Atacama era considerado destino apenas para os aventureiros ou endinheirados em busca de viagens e experiências diferentes. Visitar o deserto mais árido do mundo é uma realidade próxima, basta estipular o budget, se programar e, voilà, a viagem pode sair, sim. A seguir, apresentamos 11 sugestões de passeios para distribuir em pelo menos quatro dias, assim dá para escolher de acordo com perfil, dificuldade e preço. Vale lembrar que nos primeiros dias é melhor optar pelos programas tranquilos, para o corpo se adaptar à altitude local, que varia de 2.500 a mais de 5 mil metros acima do nível do mar. Tomar chá de coca ou mascar as folhinhas da planta também ajuda a evitar os sintomas do temido soroche ou mal de altura.

O principal é escolher um hotel com bom custo-benefício. É o caso do La Casa de Don Tomás, que tem diárias para duas pessoas a partir de R$ 550, com café da manhã; e do Poblado Kimal, que oferece tarifas a partir de R$ 600, com café da manhã; e R$ 700, com meia pensão (almoço ou jantar), também para dois viajantes. O plano de hospedagem com refeição é uma boa ideia para quem quer controlar os gastos com alimentação, mas vale lembrar que o destino tem bons restaurantes, como Blanco Restaurant, onde vale desembolsar um pouco mais. Ele serve massas, tábuas de sushis e carnes como de cordeiro e atum – a refeição sai por menos de US$ 50. Além disso, alguns passeios mais longos incluem almoço/lanche.

 

1. Vale da Morte e Vale da Lua

Não há melhor introdução para a viagem ao Atacama do que essa dobradinha tão procurada pelos turistas, cheia de formações rochosas em tons de marrom que são resultado da erosão das chuvas e temperaturas extremas. No Vale da Lua, alguns dos destaques são as grandes dunas, as Três Marias (escultura natural que, com imaginação, reme-te a três mulheres) e cavernas. Extensão desse cenário, o Vale da Morte também é marcado por cânions e pontos de observação para quem quer fotografar. O programa geralmente acaba na Pedra do Coiote, mirante de onde é possível ad-mirar o deserto sob seus pés e o pôr do sol que tinge o céu de cores rosadas.
Duração: 4h
Dificuldade: tranquilo
Preço: a partir de R$90 (normalmente em carros ou vans) + entrada: R$16

 

Vale da Lua

Vale da Lua (foto: shutterstock)

 

2. Salar do Atacama

A visita ao Salar do Atacama deve ter hora marcada, pertinho do entardecer, para observar o espetáculo: o céu ganha tons de rosa e laranja acima da lagoa e formações de sal características desse pedaço da Reserva Nacional Los Flamencos. Com sorte, flamingos e outras aves complementam a composição. Ele fica a cerca de 50 quilômetros de San Pedro e o trajeto pode incluir uma paradinha no pueblo Toconao. Seus highlights são as construções de pedras vulcânicas e a Iglesia de San Lucas, construída com madeira de cacto no século 18.
Duração: 4h30
Dificuldade: tranquilo
Preço: A partir de R$180

 

Salar do Atacama

Salar do Atacama (foto: shutterstock)

 

3. Passeio pelo vilarejo San Pedro de Atacama

Depois de visitar o Vale, estique algumas horinhas para conhecer o charmoso centrinho, com vias de terra e construções de adobe (como a Iglesia San Pedro de Atacama, do século 17). O vilarejo funciona ao redor da Rua Caracoles, cheia de restaurantes e lojinhas, principalmente de suvenires – tem muito chá de coca, miniaturas de lhamas e produtos artesanais feitos com a lã do animal. Vários hotéis oferecem bikes para quem quiser pedalar até o local. Entrada gratuita!
Duração: vale reservar pelo menos duas horas
Preço: grátis

 

 

4. Vale do Arco-Íris e Yerbas Buenas

Para provar que o cenário nem sempre é monocromático, o Vale do Arco-Íris, na cordilheira Domeyco, é composto por diferentes minerais que trazem uma nova coloração à paisagem: o visitante caminha entre formações com tons verme-lhos, amarelos e verdes, por exemplo. A segunda parte do programa é ver os petróglifos, desenhos feitos em pedras, em Yerbas Buenas. São representações de homens, figuras místicas e animais – como as lhamas –, feitas há centenas de anos por povos que usavam a área como ponto de passagem. É preciso andar um pouco e a altitude local fica perto dos 3 mil metros, por isso exige um pouco mais de esforço.
Duração: 6h
Dificuldade: vai que dá!
Preço: a partir de R$190

 

Vale do Arco-Íris e Yerbas Buenas

Vale do Arco-Íris e Yerbas Buenas (foto: shutterstock)

 

5. Lagoa Cejar, Ojos del Salar e Lagoa Tebinquinche

Assim como acontece no Mar Morto, a alta salinidade da Laguna Cejar estimula a flutuação, ou seja, é praticamente impossível afundar. A água pode até ser gelada, mas a experiência é divertida e, de quebra, o viajante conta com um belo cenário de montanhas ao fundo – há vestiários e banheiros no local. Alguns tours estendem-se até as lagoas Ojos del Salar, que mais parecem crateras de água no meio da paisagem desértica, onde também é possível mergulhar. A última etapa costuma ser a Lagoa Tebinquinche que, apesar de não ser liberada para banho, é um importante cartão-postal por conta do manto branco – blocos de sal – sobre as águas.
Duração: 4h
Dificuldade: vai que dá!
Preço: a partir de R$85 + entrada Cejar: R$84

 

Lagoa Cejar, Ojos del Salar e Lagoa Tebinquinche

Lagoa Cejar, Ojos del Salar e Lagoa Tebinquinche (foto: shutterstock)

 

6. Trekking no vulcão Cerro Toco

Apesar de ser considerado um dos vul-cões com acesso mais fácil, subir Cerro Toco requer condicionamento físico e disposição – normalmente, o carro da empresa organizadora deixa o grupo a 4.500 metros, que segue a pé até o cume, a mais de 5.500 metros. São de três a quatro horas de caminhada, mas como recompensa há uma nova pers-pectiva do destino e vistas diferentes das encontradas até então – mas o vul-cão Licancabur segue presente no ce-nário. O pacote geralmente compreende transporte, lanches, água e bastões de trekking.
Duração: 8h
Dificuldade: respira fundo!
Preço: a partir de R$700

 

Vulcão Cerro

Vulcão Cerro (foto: shutterstock)

 

7. Salar de Tara

Programa para o dia todo, o Salar de Ta-ra não é uma das opções mais tradicionais, mas quem tem tempo e disposição deve incluí-lo no roteiro. O motivo? Ver formações como as Catedrais de Tara, um paredão de rochas formado pela erupção vulcânica há milhares de anos; o salar propriamente dito; e os Monges de la Pacana, pedras altas que se destacam em relação às dunas e têm um for-mato inusitado pela ação das intempéries. O local está a 140 quilômetros de San Pedro do Atacama, não tem muita infraestrutura e, por isso, o almoço costuma ser um lanche providenciado pelas empresas que organizam o tour.
Duração: 8h
Dificuldade: vai que dá!
Preço: a partir de R$250

 

Salar de Tara

Salar de Tara (foto: shutterstock)

 

8. Lagunas Altiplânicas Miscanti e Meñiques

De azul impressionante, por conta da composição mineral, as lagoas Miscanti e Meñiques atraem turistas para outro cantinho da Reserva Nacional Los Flamencos. Elas estão a mais de 4 mil metros acima do nível do mar, por isso a caminhada pelo local pode deixar o turista ofegante rapidinho: vá com calma e aproveite para fotografar um dos lugares mais bonitos do destino. Ao fundo, montanhas, vulcões e formações rochosas servem como cenário para snacks e drinques oferecidos pe-las operadoras e hotéis que levam ao local.
Duração: 4h
Dificuldade: vai que dá!
Preço: a partir de R$180

 

Lagunas Altiplânicas Miscanti e Meñiques

Lagunas Altiplânicas Miscanti e Meñiques (foto: shutterstock)

 

9. Gêiseres de Tatio

O passeio pelos Gêiseres de Tatio, a mais de 4 mil metros, está entre os que exigem bastante dos pulmões, por isso é melhor deixá-lo para o último dia, assim o corpo já está mais habituado à altitude. Como está a cerca de cem quilômetros do vilarejo, é preciso acordar cedo, por volta das cinco da manhã, para conseguir vê-los em plena atividade: as erupções de água fervendo, que podem atingir mais de dez metros, acontecem com intervalos de minutos. Há ainda uma piscina natural e quente onde é possível banhar-se.
Duração: 4h
Dificuldade: respira fundo!
Preço: a partir de R$120

 

Gêiseres de Tatio

Gêiseres de Tatio (foto: shutterstock)

 

10. Passeio noturno nos vales da Lua ou da Morte

Quando foi a última vez que, de fato, você parou para observar o céu? Quem vive em cidades grandes, como São Paulo, provavelmente vai dizer que já faz um tempo e é justamente por isso que esse passeio se torna interessante. Algumas empresas levam os visitantes para uma caminhada pelos vales, que ficam especialmente iluminados durante as noites de lua cheia – ninguém precisa de lanternas para observar o contraste entre o astro e as formações rochosas. Se quiser ehttps://www.facebook.com/events/2283513315209826/conomizar, uma alternativa é passear por conta própria pelos arre-dores do Pueblo, afinal, não há iluminação que interfira e o céu estrelado também consegue arrancar suspiros.
Duração: 2h
Dificuldade: vai que dá!
Preço: a partir de R$110

 

Vale da Morte

Vale da Morte (foto: shutterstock)

 

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